a Suzana que o Pedro conheceu

Esse mês de janeiro marca 5 anos que conheci o homem com quem me casei, Pedro, muso-inspirador-mor de muitos textos por aqui. Fiquei nostálgica, olhei fotos velhas, revelei as novas para colocar no álbum. Cada dia que passa ficamos mais distantes daqueles dias ensolarados e sorridentes de Salvador. Que bom para mim!
O Pedro entrou na minha vida em uma época bem engraçada (no sentido irônico). Eu não tinha muita certeza de mim mesma. Meu final de período tinha sido pesado. Eu tinha sido demitida. Meu coração estava cansado e levemente dilacerado. As experiências do ano anterior tinham doído, mas tinham forjado algo profundo em mim. Eu viajei com uma necessidade absurda de viver algo novo, de mudar, de renovar. Normalmente eu sacio essas angústias mudando meu cabelo (não sei se vocês já perceberam, mas acontece bastante), mas nossa, aquele verão eu precisava de muito mais.
Eu era muito rígida, muito dura. Comigo, com tudo e com todos. Eu carregava um peso de ter que ser de certa forma porque se eu não fosse, não seria aprovada. E aí eu me desgastava, me esforçando para ter a aprovação de Deus (que eu já tinha), dos outros (que eu não precisava) e de mim mesma (impossível obter). Passava todo dia com a consciência mental de que eu não era discípula, bonita, legal, etc. o tanto que precisava ser. Minha vida era regida por uma sensação de insuficiência constante.
Aquilo começou a mudar naquele verão, e Deus começou a me mostrar o valor que tinha na naturalidade. Mas a principal ferramenta usada em todo esse processo foi o Pedro.
Ele entrou em cena como mais um amigo que eu tinha feito naquela viagem. Eu conservei todos, graças a Deus! Eu comecei a me interessar por ele de forma bem gradual, bem tranquila. Eu gostava de conversar com ele, mas logo ali, ele já começou a me quebrar. Tudo que envolvia o Pedro era tão diferente de todo mundo que já tinha me interessado antes… mas eu lembro que as primeiras semanas eram pontuadas por uma sensação de: porque não?
Minhas crises de “padrão” vieram, várias vezes. Tudo deveria se encaixar nesse meu padrão, porque se saísse disso…bom, estava errado. E errar era completamente inadmissível. Quando o Pedro veio em outubro, após termos conversado 9 meses à distância, meu pai perguntou se ele iria querer se comprometer. Eu disse, resoluta como sempre, que jamais aceitaria! As coisas tinham seu devido processo e não poderiam ser de outra forma em hipótese alguma. Mas elas foram. E no dia 14 de outubro, após ter passado exatamente 6 dias presencialmente com ele na minha vida, eu e o Pedro começamos oficialmente uma história a dois.
Felizmente, desde janeiro de 2012, o Pedro vem me ajudando a quebrar todas as caixinhas na minha mente com todo o amor e paciência. E assim, com ele, fui aprendendo que a vida era algo que eu não imaginava. Descobri que a melhor coisa é ter do seu lado alguém que genuinamente gosta de você, que te admira e valoriza até nas pequenas coisas. Que a paz é bem melhor que a explosão. Que a vida não precisa seguir roteiros para ter finais felizes. Que casamento, apesar das dificuldades inerentes a ele, pode ser leve, alegre e cheio de amor. Eram coisas que eu queria muito, mas que não via como alcançáveis para mim.
Dia 19 de fevereiro de 2012, Deus falou comigo que teria infinitamente mais para o meu marido e o meu casamento. Na época eu não entendia que forma isso tomava. Hoje eu vejo que tomou forma de um homem lindo, incansável em sua paciência e amor, que se esforça para demonstrar apreciação por cada coisa mínima que eu faço, que me escuta e me compreende, me pastoreia e me perdoa, que me conhece e (ainda assim) me ama. Verdadeiramente, esses últimos 5 anos foram mais do que eu imaginava, esperava, desejava. Graças a Deus.

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