a produtividade infrutífera

Não sei se eu já disse isso aqui, mas eu amo ser dona-de-casa. Amo! Gosto de cozinhar, de ocasionalmente testar uma receita nova para o almoço, de pesquisar coisas legais para fazer aqui em casa, de receber pessoas…uma das minhas sensações prediletas do mundo é a sensação da casa limpa e organizada!
Mas tudo isso requer cuidado. E não falo do cuidado de ser diligente, organizada, bem-planejada. Esse cuidado também é muito importante, mas digo de um cuidado maior.
Esse entendimento me veio algumas noites atrás…era tarde de noite e eu já tinha feito uma série de coisas na casa. O Pedro já estava deitado mas eu estava muito focada nos muitos afazeres que eu via a minha volta. E quem é dona-de-casa sabe: se você procurar, sempre vai ter algo a se fazer. Mas eu estava dobrando roupa e meu coração foi ministrado: “sua prioridade tem que ser seu esposo.”
Na hora, meu senso comum rebateu: “Ué, e o que estou fazendo aqui? Trabalhando incansavelmente! …e servir a casa não é servi-lo? Estou cuidando dele, das roupas dele…” Mas não consegui ficar em paz.
“É mais importante estar com seu marido do que fazer coisas para o seu marido.”
Larguei minhas coisas e fui ficar com ele.
“Grande é este mistério; digo-o, porém, a respeito de Cristo e da igreja.” (Efésios 5:32)
Já falei trocentas vezes que para mim nada no casamento diz respeito ao Pedro e nem a Suzana. Tudo diz respeito a Cristo e a Igreja. E percebi que meu erro não era só com o Pedro, mas também com Cristo.
Porque eu ajoelhava para orar e minha mente voava, com milhares de coisas que tinha que fazer. Coisas boas: reuniões, irmãos a contactar, versículos que queria anotar, palavras que tinha ouvido, coisas que preciso alcançar. Mas não conseguia me assentar e com quietude, estar com Cristo.
Quero servir meu esposo – mas quero servi-lo com realidade, com profundidade, com intimidade. Porque quando estou com o Pedro, vejo e percebo as suas necessidades, seus anseios, seu momento. E da mesma forma com Cristo. Preciso estar com Ele para não me afadigar fazendo coisas (com a melhor das intenções) e sim ser sábia no meu servir.
“Marta, Marta…”
Anteontem estava lendo Salmos e esse falou tão profundamente ao meu coração e testificou aquilo que tenho entendido:
“Senhor, o meu coração não é soberbo, nem os meus olhos são altivos; não me ocupo de assuntos grandes e maravilhosos demais para mim. Pelo contrário, tenho feito acalmar e sossegar a minha alma; qual criança desmamada sobre o seio de sua mãe, qual criança desmamada está a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no Senhor, desde agora e para sempre.” (Salmos 131)
E ainda pouco, fui orar e fui lembrada do “incorruptível traje de um espírito manso e quieto, que é precioso diante de Deus.” (1 Pedro 3:4).
Vou me aquietar, e saber que o Senhor é Deus.
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