o amor não teme

“No amor não há medo antes o perfeito amor lança fora o medo; porque o medo envolve castigo; e quem tem medo não está aperfeiçoado no amor.” (1 João 4:18)

Essa semana passada, conversava com um amigo sobre os sinais e os efeitos do amor. Eu particularmente creio que o amor é infinito, e nele está contido incontáveis aspectos que vão se revelando de diferentes formas, em diferentes tempos.

Há mais ou menos 3 anos atrás, o amor tomou mais uma forma inédita: Pedro. Veio cheio de carinhos, abraços, longas conversas. Cada descoberta nova, era uma alegria – mesmo que as vezes as experiências fossem pontuadas com aquela dorzinha própria do crescimento.

Com o passar do tempo, fui entendendo mais claramente o que era ser amada. Sempre digo que entendi muito mais de Jesus, de Seu amor, do que era me relacionar com Ele depois de conhecer o Pedro. Alguns aspectos inclusive, só consegui descobrir através do constante olhar de admiração dele.

Aliás, esse olhar eu demorei muito tempo para perceber. No dia que o Pedro me pediu em namoro, minha mãe disse que gostava de como ele me olhava com admiração. Eu confesso que na época, não conseguia ver isso e nem ter dimensão do quanto eu precisava disso. Mas esse olhar mudou minha vida.

Há muito tempo, aprendi que Jesus se referia a nós como santos, e nos via como santos, mesmo que nem sempre agíssemos assim. A partir dessa identidade nova, viveríamos nossas novas vidas. Parte da identidade nova que Cristo me deu era simples de entender: eu sou livre.

Eu “entendia”, eu cantava, eu sabia. Mas eu não sentia. Aí veio o Pedro.

Os primeiros meses me causavam estranheza: se eu me arrumasse, estava linda. Se eu não me arrumasse, estava linda. Se eu tivesse de bom humor, fazendo gracinhas, ele ria. Se eu tivesse de cara fechada e de poucas palavras, ele esperava. Se eu acertava, ele me louvava. Se eu errava, ele me perdoava. Parecia que nada que eu fizesse conseguiria afastar, assustar ou desagradar esse homem…e aí eu vi. Jesus me amava assim, só que muito mais.

Apenas a permanência do Pedro já teria me conquistado. Mas muito além disso, o olhar de admiração permaneceu. Foi aí que comecei a reparar nele. Porque me parecia absurdo uma pessoa que já tinha visto os meus piores momentos e continuava me olhando como se eu fosse a pessoa mais incrível do mundo. Ao entender isso, tomei posse de algo que já era meu, mas que eu não sabia como usar: minha liberdade.

Aprendi, e continuo a aprender, o que é nunca ter vergonha de ser quem sou – no sentido completo da palavra. Ser minhas qualidades, ser meus defeitos, ser o que sinto, ser o que não sinto, ser elogiada, ser corrigida. Me sinto livre para me arrumar sem o título de “vaidosa”, de não me arrumar sem ser taxada de “relaxada”. Me sinto livre com meu espírito, sabendo que ele tem um valor único. Me sinto livre com a minh’alma; todas as sensações e percepções dela não são consideradas sempre corretas…, mas sempre merecedoras de atenção e de um ouvido atento. Me sinto livre com meu corpo, porque por mais que a sociedade grite ao meu redor que eu deveria ser mais, com o Pedro, eu me sinto perfeita.

Não precisou de palestra de auto-estima. Não precisou de livro de auto-ajuda. Não precisou de terapia. Como Charlotte Bronte escreveu, “ele foi o primeiro a me reconhecer, e a amar o que viu”. Não temo mais ser abandonada, rejeitada, olhada como não sendo suficiente. Há mais de 2000 anos, Jesus assinou minha carta de alforria. Depois, Ele me deu o Pedro, que me ensinou a lê-la.

Desejo que todos encontrem uma pessoa que te liberte, não através da mera aceitação, mas sim de uma admiração profunda. Cristo vê em nós um valor eterno, único e especial. Sou grata a Ele, porque além de me ver assim, Ele me deu um marido, um companheiro para a vida toda, que me vê assim também. Não alguém que não enxergue meus defeitos, alguém que ache que não precisa me corrigir em nada, alguém que ignore meus erros…e sim alguém que vê valor infinitamente maior nas minhas qualidades, que deseja minhas características, que considera minhas opiniões, meus gostos, meus conselhos, meus pensamentos os mais valiosos.

A vida deve ser leve (1 Jo 5:3). A vida deve ser livre (2 Co 3:17).

Que o amor nos dê isso, e que sejamos esse amor na vida dos que nos rodeiam.

Ame. Liberte.

photo (5)
Eu posso passar um corretivo nas minhas olheiras, um rímel. Posso arrumar meu cabelo. Posso colocar minha melhor roupa. Ou não. 🙂

 

 

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