sobre o ser mulher.

“O fato de ser mulher não me torna um tipo diferente de cristão. Mas o fato de ser cristã, me torna um tipo diferente de mulher.” – Elisabeth Elliot

Tenho a sensação que nunca ouvi tanto falar em ser mulher, o que define e constitui uma mulher, o que uma mulher pode ou não usar, falar, sentir, pensar…

Acho engraçado porque os ditos grandes defensores da mulher consideram o padrão bíblico de ser mulher opressivo, por vários motivos (a maioria causada pelo fato de que eles não leem a Bíblia, só o que os outros dizem da Bíblia – aliás, esse é o mal do século ein?). Não tenho pretensão nenhuma de ser apologista ou defensora, mas amo tão profundamente a mulher revelada em cada uma daquelas páginas, que estava pensando em algumas dessas controvérsias:

– Inferioridade:
Logo de cara, a maior acusação. A Bíblia é machista pois considera mulheres inferiores, as colocando em posição de se submeter.
Sobre o ser inferior:
“Porque todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus. Porque todos quantos fostes batizados em Cristo já vos revestistes de Cristo. Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus.” (Gálatas 3:26-28)
Então, não.

– Submissão:
A questão da submissão na verdade é uma questão de visão de mundo. Existe, atualmente, uma visão de que obedecer é inferior a mandar. Mas na Bíblia, este não é o caso:
“De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz. (Filipenses 2:5-8)
Jesus, o Cristo, se fez obediente até a morte. Isso fez dele inferior a alguém?
“Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome;” (Filipenses 2:9)
Como mulher, escolho (a partir do dia 9 de agosto) ser submissa ao meu marido. Ele não vai “mandar” em mim, mas sim, ele vai me liderar e eu não tenho a mínima vergonha disso. Além de espiritual, me submeter é uma decisão política: meu casamento não é daqui. Ele não tem nada a ver com essa disputa de poder e destaque. Eu não estou casando para competir com meu marido ou impor minha relevância a todos através dele. Meu propósito é ajudá-lo a ser mais semelhante a Jesus (se responsabilizando por mim) e ser mais semelhante a Jesus (me submetendo e descansando nEle). Isso não faz de mim menos inteligente, menos capaz, menos forte, menos nada. E se alguém acha que faz, pois bem. Isso me fará mais semelhante a Jesus, e isso me basta.

– Modéstia:
Entre campanhas de “eu não mereço ser estuprada” e a indústria da moda (aonde mais eles conseguem botar transparência?), a opinião pública tem mudado muito sobre qual seria o padrão de roupa da mulher (no momento, até onde eu entendi, o padrão é não ter padrão [ou muita roupa]). O Novo Testamento não tem regra sobre o que usar ou não, mas os textos que falam sobre a forma de vestir falam muito pouco sobre a roupa em si:
O enfeite delas não seja o exterior, no frisado dos cabelos, no uso de jóias de ouro, na compostura dos vestidos; mas o homem encoberto no coração; no incorruptível traje de um espírito manso e quieto, que é precioso diante de Deus.”  (1 Pedro 3:3,4)

Este é um dos meus textos prediletos da Bíblia (eu tenho mais ou menos 67), porque ele mostra que as nossas roupas devem apontar para algo maior. A roupa revela o coração (acha que não? e aquele famoso: “vestida para matar”?), e o nosso enfeite não deve ser a beleza exterior. Isso se aplica só a mulher?
“Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não de nós.” (2 Coríntios 4:7)
Não, a Bíblia diz que nosso tesouro é interior, para que Deus resplandeça; isso diz respeito a todos. O vaso de barro não se destaca, o tesouro sim.

Existem tantos outros aspectos e tantas outras mulheres para se olhar na Bíblia; Sara, Débora, Raabe, etc. Queria que as mulheres não se prendessem a definições rasas de um papel tão profundo; um papel que não se prende ao papel. Um papel que transcende épocas, modas, fases…

Está difícil ser mulher? Está. Mas há milhares de anos atrás, alguém falou algo para uma mulher que mudou a história: “quem sabe se não foi para tal tempo como este que chegaste ao reino?” (Ester 4:14)

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One thought on “sobre o ser mulher.

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  1. beautiful, Su.

    também acho lindo como a Bíblia retrata a posição e a feminilidade da mulher, enquanto o mundo procura distorcer essa imagem com informações baseadas na má interpretação da Palavra.

    como um complemento pro seu texto (apesar de eu achá-lo bastante completo), aqui vão duas frases que eu gosto muito, de dois caras que eu gosto muito:

    – do Paul Washer, quando ele fala sobre sensualidade: “A sensualidade é apenas um anúncio público da condição do coração.” (de fato, na Bíblia não se mede o tamanho da saia, mas a intenção do core)

    – do John Piper, quando ele fala sobre “o sentido último da verdadeira feminilidade”: “A verdadeira feminilidade é um chamado distinto de Deus, para demonstrar a glória de seu Filho de maneiras que não seriam demonstradas se não houvesse feminilidade”.

    é nois.

    Bjim da leitora fiel and madrinha (uhuuu)

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