síndrome de Gabriela

Por incrível que pareça, assistir Cinderela me fez pensar (confesso, sou o tipo de pessoa que fica horas a fio pensando sobre coisas aleatórias, podendo ser produtivas ou não). Em algum ponto do filme ela diz algo como: “Só porque é feito assim, não quer dizer que deve ser feito assim.” Fiquei pensando: será que tudo que fazemos é realmente o que deveríamos fazer? Será que o costume serve como justificativa? Isso pode ser analisado de um milhão de formas, mas me ocorreu de forma bem específica (que eu duvido que seja o que a galera da Disney estava pensando).

“Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver; porquanto está escrito: Sede santos, porque eu sou santo. E, se invocais por Pai aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo a obra de cada um, andai em temor, durante o tempo da vossa peregrinação, sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que por tradição recebestes dos vossos pais,” (1 Pe 1:15-18)

Algo que me chama atenção nesse texto (entre um bilhão, porque eu consigo falar sobre cada frase nesse texto horas) é que ele coloca duas formas de viver:
– santos em toda a vossa maneira de viver
– vossa vã maneira de viver

Pedro nesse texto fala sobre o resgate não do pecado, não das trevas… mas de uma vida vã. Uma vida sem propósito. Claro que em uma visão macro, todos têm um propósito. Mas no micro, quais são os nossos propósitos em tomar as decisões que tomamos? Muito fácil ter uma visão a longo prazo, mas o longo prazo é constituído por pequenas escolhas diárias. O que as minhas pequenas decisões têm refletido?

Minhas decisões são vãs? Eu faço as coisas simplesmente porque me agradam, porque tenho tendência, porque sempre foi feito assim? Triste uma vida que tem seu fim em si mesma…

“Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros. De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas esvaziou-se a si mesmo…” (Fp 2:4-7)

E eu aqui, presa a fazer as coisas porque eu posso, porque eu quero, porque é legal, porque eu sou assim. Deus me livre dessa síndrome de Gabriela…

“Eu nasci assim, eu cresci assim
Eu sou mesmo assim
Vou ser sempre assim

Gabriela, sempre Gabriela!
Quem me batizou, quem me iluminou
Pouco me importou, é assim que eu sou
Gabriela, sempre Gabriela…” (Dorival Caymmi)

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